terça-feira, 20 de setembro de 2011
Voce me provoca ,você me perturba. Joga água e sai correndo. Atira a pedra e me acerta de raspão. Me espia no escuro e mostra a língua. Me xinga. Me atiça. Invade o meu sossego. Meu refúgio. Pisa no meu ninho com os sapatos sujos. Na minha toca. Sem saber o meu tamanho, até onde vai meu bote, você me provoca achando que não há perigo. Sem conhecer a força da minha mordida, o tamanho dos caninos. Você me provoca sem esperar a picada. Sem saber que ainda não inventaram antídoto pro meu tipo de veneno.
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2 comentários:
Sensacional seu texto!!
Lindo o poema e foto! Lembrei da foto da Bethânia: um jeito estúpido de amar...
Beijos!
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